Depois de um ano sem atividades e um monte de gente exigindo a volta do evento, a produção da JAM, os músicos e o Bar do Calaf resolveram se unir para realizar novamente essas prazerosas noites de quinta.
No dia 05 de julho o público compareceu pra assistir ao habitual time de monstros que habita esse palco e ainda teve a chance de presenciar canjas de professores do Festival de Inverno da UnB.
Toda primeira quinta-feira do mês é dia de JAM no Bar do Calaf. Um espaço para quem aprecia o jazz e a soul music. Um programa convidativo para quem gosta de dançar. JAM [jazz+funk] é o casamento da energia e simplicidade do funk com a sofisticação das harmonias e melodias do jazz. O que move a JAM é a vontade de trazer a linguagem do jazz ao público de uma maneira diferente: música sofisticada com clima de boteco.
Desde os primórdios do jazz, o termo Jam Session faz parte do vocabulário dos músicos do gênero. Trata-se, acima de tudo, de um encontro entre músicos para fazer um som descontraído com forte ênfase na improvisação, sem que necessariamente haja um repertório pré-definido. Em bares e clubes de jazz é comum que após o número principal, os músicos presentes sejam convidados para subir ao palco e tocar junto com a banda sem nenhum ensaio prévio (a famosa "canja").
Na década de 40 e 50, em grandes centro urbanos como Nova Iorque e Chicago, eram famosas as jams nos bares de after-hours. Os músicos, após o expediente, uniam-se em algum bar onde pudessem tocar com os amigos. Esses ambientes reuniam uma grande quantidade de instrumentistas, todos com o mesmo intuito; tocar pelo prazer de tocar. O clima informal e descompromissado criava a atmosfera para que melodias de músicas conhecidas fossem apenas mais um motivo para a improvisação.
Nos anos 50 a linguagem do jazz passou por um processo de transformação. Muitos jazzistas perceberam que outras formas musicais poderiam ser incorporadas ao jazz, tais como o soul, rock, música cubana, brasileira, africana e erudita. Um momento histórico interessante, já que marca o intercâmbio do jazz com outras culturas. A partir desse momento o jazz passa também a descobrir e incorporar novos instrumentos, como sintetizadores, baixo elétrico e guitarra, que mudariam não só a sonoridade, mas também a linguagem do jazz.
Da fusão da soul music com o jazz, um novo gênero. Jazz-funk (ou soul jazz) é a simbiose da sofisticação harmônica e melódica do jazz com a energia rítmica e suíngue do funk.
O estilo se desenvolveu de fato nos anos 60, quando jazzistas começaram a incorporar elementos da soul music e vice-versa. Artistas como Jimmy Smith, Miles Davis, Grant Green e Herbie Hancock trouxeram elementos do soul para o jazz. O "Padrinho do Soul" James Brown, por sua vez, realizou uma série de gravações de temas instrumentais tocando teclado e bateria com sua banda, os JB's.
A partir de então uma cena própria se desenvolveu, popularizando o jazz e criando novas possibilidades para o gênero. Hoje, com a enorme difusão da música eletrônica, a mistura do jazz com hip-hop e drum'n'bass teve como grande fonte de referência os clássicos do jazz-funk e do soul dos anos 60 e 70.
Um comentário:
gostei das fotos!
=)
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renata carvalho
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vamos conversar sobre eventos, fotos, fotos e eventos. precisando, é só falar!
beijoca,
renata.
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