
Vou fazer aqui uma analogia bem safada: imagine que o tempo de uma música é um cavalo selvagem, daqueles indomáveis, que levam uma eternidade para serem enquadrados no esquema da sela e do cabresto. Ao longo dos anos, vários bateristas conseguiram controlar esses animais. A maioria, eu penso, apelando sempre para o chicote (ou metrônomo). Esse processo é realmente eficaz, mas sempre nos deixa com aquela sensação de que a qualquer momento o bicho-tempo vai nos dar um coice na cara e sair em disparada.
Brincadeiras a parte, queria falar hoje de um baterista que conseguiu amansar a fera do tempo sem precisar levantar um dedo sequer. Esse músico se chama Bernard Purdie.
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